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Persistência, não Obsessão

Quando chega o melhor momento, a semente espiritual brota e modifica nossa existência.

“Deixar nossa mente em ordem é sempre bom, assim como saber que cada fase da vida pode não ser como as demais. Quando somos bem sucedidos, temos a tendência de querer passar todos os dias, todos os ano do mesmo modo, sempre com o mesmo desempenho na vida, o mesmo bem-estar. Desejamos conseguir tudo da mesma maneira, seja amor, saúde, prosperidade ou família, e isso não é real. Nosso processo de crescimento passa por fases e a vida nos apresenta mudanças. Mesmo com muito esforço, não conseguiríamos nos manter em um processo robótico.

A realidade nos ensina que temos de aceitar a vida como ela aparece, sem tentar mudá-la. A própria vida nos ensina a lidar com esse processo – nos tornamos acostumados à sua dinâmica. A vida não é cega – ela é uma inteligência, uma consciência eterna da Árvore da Vida. Nem sempre há sentido em lutar contra uma fase difícil em determinado setor. É melhor dar atenção a outro setor, que esteja numa fase mais favorável naquele momento.

Transformar a persistência em obsessão não é o sentido positivo da palavra “persistência”; seu sentido espiritual é não perder a esperança. Mesmo que aparentemente estejamos em uma fase não apropriada, devemos perceber outro setor de nossa vida que esteja em movimento e nos concentrar nele. Enquanto esperamos pelo melhor momento, o processo espiritual continua, pois os processos são paralelos.

É por esse motivo que temos a expressão: “Deus fecha uma porta mas abre dez.”

Isso é a Árvore da Vida, a consciência eterna de nossa existência.”
~Rabino Joseph Saltoun

Texto extraído do Livro Árvore da Vida, pelo Rabino Joseph Saltoun, que pode ser adquirido clicando aqui.